
Qualquer feriado prolongado traz consigo a nostalgia de colocar a vida em ordem, em qualquer sentido que seja, variando conforme a personalidade e hábito daquele que aproveita o feriado. Mas a expectativa é sempre a mesma: aproveitar o tempo para fazer algo que nas variantes rotineiras de temperatura e pressão somos impossibilitados de fazer.
Algumas pessoas viciadas em trabalho, por exemplo, podem usar o feriado para desligar-se do ambiente laborativo e celebrar a absoluta falta de tarefas, com a felicidade e tranquilidade (sem trema embora meu word insista em entender o contrário) de umas pequenas férias em família em meio ao turbilhão profissional. Ou, classicamente, podem se enfurnar no trabalho e aproveitar o tempo livre para trabalhar ainda mais e ganhar pontos extras (incluindo os de safena) após o feriado.
Outros, mais sensatos, podem aproveitar o tempo livre para estudar com tranquilidade para o concurso público que tanto esperam, ficar com a família se moram longe, namorar se não podem ver muito a quem amam, ler um livro, assistir a um bom filme, lavar o carro, o bicho de estimação, ouvir uma música. Enfim, as variantes são infinitas.
Pois eu decidi (além de ficar com minha família e meu namorado, obviamente) editar minha lista de livros que ainda preciso ler antes de morrer, para incluir mais alguns que ganharam minha confiança. Sou absurdamente apaixonada pelas palavras e por tudo o que se relaciona com elas. Gosto de sentir o autor por trás daquelas linhas e saborear o contexto empregado para criar a atmosfera da história.
Segue meu adendo: incompleto e falho. É absurdamente difícil retificar uma lista quando seu maior (e melhor) sonho infantil se relaciona à leitura.
Ta certo que muita gente sonhava em ficar presa em um supermercado, em uma loja de conveniência, em uma loja de brinquedos, tudo isso de fato, para uma criança (ou não), é mesmo tentador. Mas eu sempre, desde muito cedo, sonhei em ficar presa em uma livraria. (meu Deus, como eu sou estranha!)
. Guerra e Paz, de Lev Nikolaievitch Tolstói.
. Sagarana, de Guimarães Rosa.
. Por quem os sinos dobram, de Ernest Hemingway. (embora digam que ele e machista e só se interessa por touradas)
. Para além do Capital, de István Mészáros.
. A Cura de Schopenhauer, de Irvin Yalom.
Hoje comecei com algo simples. Comecei “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri (será que se eu ler em italiano vou voltar a finalmente treinar o idioma? Humm), que está na minha lista já há algum tempo e não raras vezes cedeu espaço para outros gêneros. Será que eu consigo terminá-lo dessa vez?
E você? Qual livro ainda precisa ler antes de morrer?
Ps: É humanamente impossível modificar o código HTML dessa página e incluir os selos que gostaria, como o da Sinta Liga, o Plágio atestado de burrice (obrigada pela chave da casa, Tuka!), e O que elas estão lendo?, sem perder a sanidade mental. Enquanto não consigo, vou amargando minha total falta de credibilidade quando o assunto é informática. (não confiem a mim seus computadores, nunca!)
Ps2: Quem dera os remédios realmente funcionassem…

Poutz, minha lista é gigantesca, eu até desisti de fazer uma pra não desanimar, mas a grande maioria são de clássicos como você indicou, bem, tenho mémórias do subsolo do dostoiévski, os contos de Virgínia Woolf, o castelo do Kafka, persuasão de Jane Austen, tem também o filosofia in comum da Márcia Tiburi, etc etc etc rs
Quem gosta de ler quer ficar presa numa livraria (se vc é estranha, eu tb sou rsrs), tb já pensei em ter uma livraria e escrever contos e tomar café lá, prosear com os clientes, enfim, viver mais e mais da escrita (da minha e dos outros).
Um dia eu chego lá, beijos e boa páscoa!
tá aí, eu queria ler todos os que existem, hehehehe.
ler é uma das melhores coisas da vida.
e os feriados apropriados para tanto.
sorte e luz.
teste
Não sei se gostaria de ler, porque ainda não li. Mas, sem dúvida, quero ainda ler muita coisa. Por exemplo: Guerra e Paz, Ana Karênnina, Crime e Castigo, O Processo, A Montanha Mágica, Catatau, … Já outros, gostaria de reler: Os irmãos Karamázovi, Cem anos de Solidão, Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba, Dom Casmurro, Demian, O memoria do convento… Há também os que espero não ler e os que não gostaria de reler, mas a vida é uma só. Resumindo, quero ler cada vez mais o que é produzido hoje em dia, pois é aí que a literatura evolui.